Avisos e notícias

19/04/2021 – Caminhadas do finalzinho de abril estão também canceladas

Informamos que, mesmo com a tendência de queda nos índices de contaminação pelo novo coronavírus no Estado do Rio de Janeiro e em municípios onde realizamos nossas caminhadas, decidimos cancelar as caminhadas desta semana (Circuito Ponta dos Cardeiros, 21, e Lençóis do Peró e Morro do Vigia, 24).

Isso porque, ainda avaliamos que o risco continua sendo alto demais para realizarmos os passeios. Invocamos o lema ” na dúvida, cancele!”, já que a segurança dos ecoandistas vem sempre em primeiro lugar.

Por outro lado, se a situação estiver realmente melhorando – o que estamos monitorando atentamente – acreditamos que conseguiremos retornar às trilhas em maio, cuja programação está no ar*. Iremos atualizando as notícias semana a semana.

Fiquemos então na torcida, nos cuidando bem e aos outros também.

Forte abraço,

Cássio Garcez
Coordenador

* No intuito de atender à demanda reprimida em alguns dos roteiros mais procurados de nossa programação, na pandemia, estamos substituindo o Pico da Sibéria, no dia 29 de maio, pela duplicação dos Lençóis do Peró e Morro do Vigia (que também será realizado no sábado anterior, 22). Contamos com a compreensão de todos.

 

31/03/2021 – Considerações sobre os seis meses de retomada, a nova parada e as perspectivas do novo recomeço das atividades

Novamente longe das trilhas por causa da piora nos índices de contaminação pelo novo coronavírus, podemos agora refletir com tranquilidade a respeito dos seis meses de retomada criteriosa das atividades do Ecoando na pandemia. E também, quem sabe, reavaliar como será o próximo retorno.

Assim, desde setembro de 2020 até a semana retrasada (20 de março), experimentamos uma formatação especial de caminhadas adaptadas à realidade da covid-19, aproveitando o período de flexibilização do isolamento social implementado por autoridades municipais e estaduais.

Confessamos que não foi sem receio que tomamos essa decisão de recomeçar, lá em setembro, mesmo cercados de cuidados extremos. É que o risco do contágio nunca ficou zerado, como todos sabem, apesar de todo e qualquer esforço preventivo – como no nosso caso.

Porém, depois de muita reflexão, avaliamos que o custo-benefício em enfrentar de forma solidária e transparente esse risco com os participantes tinha tudo para valer à pena, não apenas pelos cuidados que reduziriam ao máximo a possibilidade de contaminação, fora de casa, mas também pelo conjunto de benefícios que o retorno dessas atividades traria a seus inscritos e a pessoas de seus círculos de relações.

Entre esses benefícios, estariam: o “desconfinamento” do participante depois de meses de isolamento social, a sua restauração psicofísica, o reencontro com a beleza e a grandiosidade de paisagens naturais, a redução do estresse, a diminuição da ansiedade e da angústia do confinamento, um provável fortalecimento do sistema imunológico, o poder da interação direta e devidamente distanciada com outras pessoas e a reconexão com a natureza mais próxima da original.

Ainda assim, a responsabilidade parecia grande demais. E se alguém viesse a adoecer depois de uma atividade do Ecoando? Mesmo que isso acontecesse fora de nossas caminhadas, seria muito difícil precisar onde e quando a contaminação teria se dado. E, na dúvida, poderíamos nos sentir os culpados pelo eventual adoecimento.

Por isso, seria preciso criar uma estrutura de prevenção e de cuidados que fosse tão rigorosa e eficiente quanto prática e de fácil aplicação, além de estritamente pautada em recomendações de especialistas em epidemiologia e órgãos de saúde de referência.

Desta forma, depois de muita pesquisa e reflexão, criamos não apenas protocolos sanitários específicos para nossas atividades, mas também procedimentos burocráticos, logísticos e operacionais próprios para a situação, com o intuito de maximizar a prevenção e minimizar os riscos ao participante.

Entre esses protocolos estavam a redução radical de nossos grupos (para uma média de 2 participantes por atividade), a adoção de cuidados preventivos realmente rigorosos, o monitoramento atento da saúde dos inscritos previamente às atividades e a criação de estratégias para tentar driblar eventuais situações de risco inesperadas (como encontros com outros caminhantes ou grupos sem máscara). Saídas no meio da madrugada e caminhadas iniciadas ao alvorecer são exemplos dessas estratégias.

Com o retorno justificado em benefícios, a estrutura de prevenção devidamente montada e o atento monitoramento dos rumos da pandemia, era chegada a hora de aplicar essa metodologia em campo.

Fizemos isso nas 19 atividades realizadas de setembro de 2020 a março de 2021, aprimorando-as e ajustando-as ao longo desses meses.

E, ao que tudo indica, com bastante sucesso – especialmente porque nenhum dos 15 participantes dessas atividades (alguns repetindo suas participações em até cinco atividades diferentes) e o próprio coordenador vieram a adoecer de covid-19 nos 14 dias subsequentes a cada um desses eventos.

Para nós, este é um claro indicativo tanto da eficiência dos protocolos por nós adotados, quanto da responsabilidade dos próprios participantes. E também motivo suficiente para continuarmos nessa mesma pegada, quando for possível e permitido retornar às atividades externas novamente.

Esperamos que isso aconteça logo. Mas, se não acontecer, aguardaremos o tempo que for necessário.

Cuide-se bem, de quem você ama e também de alguém que esteja precisando de ajuda, caso isso seja possível.

Pé na trilha de novo sim, mas assim que seja possível apenas!

Abraços,

Cássio Garcez
Coordenador